Caboco Marajoara

terça-feira, novembro 24, 2009

Caboco intelectual

Notícia
29/09/09

Juiz de Roraima destaca questão fundiária durante visita ao TRT e TJ de Mato Grosso do Sul

Após realizar palestra na Fiems, na manhã desta terça-feira (29/09), em encontro empresarial que debateu a questão fundiária indígena em Mato Grosso do Sul, o juiz Alcir Gursen de Miranda, do Estado de Roraima, cumpriu agenda no TRT (Tribunal Regional do Trabalho) e TJ (Tribunal de Justiça) de Mato Grosso do Sul), acompanhado do coordenador da Assessoria Jurídica do Sistema Fiems, João Campos.


Recebido pelo presidente do TRT, desembargador Ricardo Geraldo Monteiro Zandona, Gursen de Miranda tratou a questão indígena ressaltando o papel do índio como trabalhador rural. “É preciso compreender o índio na sua essência como trabalhador rural e dessa forma ouvir todos os segmentos”, ressaltou na presença dos desembargadores Francisco das Chagas Lima Filho e Marcio Vasques Thibau de Almeida que acompanharam a audiência.

O desembargador Ricardo Zandona destacou que, em razão do Conselho Nacional de Justiça estar trabalhando na questão dos conflitos fundiários e a temática estar diretamente ligada ao desenvolvimento econômico do Estado, é preciso atenção às discussões. “É preciso direcionar a atenção para as questões dos conflitos fundiários sem esquecer as potencialidades econômicas de Mato Grosso do Sul, sendo que a importância da solução está ligada à chegada de novas indústrias e ao perfil do trabalhador”, pontuou.

TJMS

Já no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, Gursen de Miranda, conversou com o desembargador do Comitê de Assuntos Fundiários, desembargador Luiz Tadeu Barbosa Filho, destacando a importância da visita para a troca de experiências. “É uma visita para a interação da magistratura alinhar as idéias e buscar soluções para as questões fundiárias”, disse.

O desembargador Luiz Tadeu Barbosa Filho concordou acrescentando que esse intercâmbio contribui para o desenvolvimento de políticas adequadas para a solução da questão fundiária no Estado. “Essa troca de idéias é importante para a boa atuação do Comitê Agrário no sentido de evitar a tensão social envolvendo índios, ou mesmo quilombolas ou sem-terra”, pontuou acrescentando que, por causa da experiência, o juiz Alcir Gursen de Miranda, que é estudioso do assunto e acompanhou de perto os desdobramentos do caso Raposa Serra do Sol, firmou o compromisso de auxiliar nestas questões.

Durante as duas visitas, o juiz Alcir Gursen de Miranda entregou exemplares do livro “Amazônia 1.616”, de sua autoria. “É uma obra que chama a atenção para as questões da Amazônia, e faz uma referência ao ano de 1.616 que é um marco temporal”, afirmou.

(Fonte: Federação da Indústria do Mato Grosso do Sul)