Caboco Marajoara

quarta-feira, outubro 07, 2009

Caboco acadêmico

Aproveito parte do texto escrito por do Dr Gursen de Miranda, magistrado de Roraima, presente no Forúm Agrário, aqui em Campo Grande, quando da sua participação junto ao CFJF, em outubro de 2004: _ “ Justiça Agrária : Criar Ou Não Criar? Eis A Questão! ... Odireito agrário é o ramo do Direito que garante o pão-nosso de cada dia: É o direito que garante a produção de alimentos para todas as pessoas, atualmente com segurança alimentar, ou seja, não apenas o alimento em quantidade, mas com qualidade, da produção ao consumo. Certamente, por este fato, o direito agrário pode ser compreendido na linha dos direitos humanos; se as pessoas necessitam de ar para não morrer da mesma forma, as pessoas precisam de alimento para viver. É o direito que protege a pessoa no campo no exercício da atividade agrária, na agricultura familiar e no agronegócio. O direito agrário é o ramo do direito do passado, do presente e do futuro.”

Podemos nessa linha de raciocínio dizer que o produtor rural, o pequeno e o grande, da pecuária e dos grãos gera emprego e produz alimentos. Movimenta o comércio, faz o dinheiro circular, recolhe tributos que sustentam a máquina pública municipal, estadual e federal.

O Poder Público tem um custo caro para a nação. Vive dos tributos recolhidos, muito dos produtores rurais, com os quais paga todo o seu funcionalismo nos mais diversos escalões, do mais simples aos mais graduados: governadores, magistrados, promotores, delegados, professores, deputados, setor administrativo, enfim, todo o funcionalismo público, além dos programas de governo como bolsa família, até mesmo o péssimo serviço prestado pela FUNAI e FUNASA à população indígena.

O agronegócio: agricultura e pecuária, grãos e carne fornece alimento para o Brasil e para o Mundo.

O Brasil é o celeiro do mundo, possui solo fértil é rico em águas, recursos hídricos, com um subsolo riquíssimo em minérios nobres, importantes, necessários para o mundo todo, por isso mesmo motivo de cobiça de outras nações . Tem ainda uma diversidade e riqueza em suas florestas e fauna. Possuímos uma extensão territorial, uma unicidade de língua herdada de nossos pacíficos colonizadores portugueses.

Somos um povo forte, bravo, trabalhador, inteligente e estamos passando por um momento de desorganização provocada por conta, sem dúvida, das ONGS estrangeiras em sua maioria, ditas religiosas, vem promovendo um desmanche Brasil de cunho ideológico, sem que nossas autoridades civis tomem qualquer medida impeditiva, contrariamente, participam, promovem movidos por ideologia um desmanche Brasil

O Brasil é um país pacífico com tradição democrática, nosso regime de governo desde a proclamação da República é a Democracia.

Nossa Constituição Federal leva em seu bojo o princípio da isonomia de tratar a todos igualmente: igualdade e solidariedade – de respeitar o direito à liberdade e da propriedade.

Como descreveu Dr. Marco Túlio Murano Garcia no site midiamaxnews, O Jornal Eletrônico de Mato Grosso do Sul na página, Ponto de Vista ainda em 2008, no artigo o “Brasil não é a África!”, antevendo a demarcação contínua das terras indígenas - Raposa do Sol, afirmando com brio e esperança que os estrangeiros não irão promover a absurda divisão geográfica que os ingleses fizeram na África de então, deixando a nação africana fragmentada insustentável, pobre, em conflitos sangrentos até os dias de hoje.

A meta dos trabalhadores brasileiros não ideológicos, dos verdadeiramente trabalhadores, dos que produzem nos mais diferentes setores, em especial os do agronegócio é o inserido no bojo da Bandeira Nacional: Ordem e Progresso.



Maria Rita Murano Garcia

(natural de Bela Vista/MT 1947)



Campo Grande, 01 de outubro de 2009