Mãe do caboco
Tempo de lembrar
Conheci o caboco de Anajás
O filho de dona Odete
Conheci a vida fecunda
Na ilha
De tantos sonhos suspensos
Que viraram pé no chão
No concreto do existir..
Dona Odete
Se compromete com a canção de ninar
Embalando o coração dos homens de bem
Dos homens simples
Que comem de arremesso
E dormem de balanço
Sem nenhum ranço de dor ou mágoa..
E na profundidade bonita dessas águas
Vejo o rosto sereno e manso de quem se dá
E se remete
Dona Odete
É agora uma lembrança
Um quadro na parede
Mas como dói...
(Walber Aguiar-
Homenagem póstuma à mãe do caboco Gursen de Miranda – 23-05-2011).


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