Caboco ilustre
Associação dos Antigos Alunos da UNAMA.
Ilustres.
1) Em que período o senhor estudou Direito no CESEP, hoje, UNAMA? Resposta: Estudei em uma das primeiras turmas, ainda nas salas do Colégio Santa Rosa, na Batista Campos, nos idos de 1977. Saí no dia 1º de agosto de 1981. À minha época era um momento de construção, estava-se construindo o estado da arte de uma forma de ensino universitário, movido pelo ideal de grandes educadores do Pará, a exemplo dos professores Vizeu e Salomão Mufarrej. O corpo docente tinha os excelentes João Batista Klautau Leão, Joaquim Lemos Gomes de Souza, Miléo, Alberto Campos, Rider, Deusdedith, Ney Sardinha e Babi. 3) Há quanto tempo o senhor saiu de Belém para ser juiz em Roraima? Resposta: Há 20 anos. Tomei posse como juiz do Estado de Roraima, no dia 22 de novembro de 1991, no 1º concurso de provas e títulos realizado no novo Estado da Federação. 4) Fale um pouco sobre a sua trajetória profissional. Resposta: Em Belém, trabalhei no escritório do doutor Camilo de Montenegro Duarte, a quem devo a oportunidade de desenvolver minha aptidão jurídica. Em 1983, fui convidado pelo doutor Benedicto Monteiro, para estruturar a Procuradoria Geral do Estado, onde exerci várias funções e cheguei a coordenador-geral da Defensoria Pública. Em Roraima, sempre atuei na capital. Primeiro, na vara cível. Depois, vitalício, na vara criminal. Em 2006, retornei a área civil como titular da 6ª Vara Cível. Na Universidade Federal de Roraima, entrei em 1992 como o primeiro professor concursado da Faculdade de Direito. 5) O senhor acaba de ser empossado desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de Roraima, como está a expectativa e quais os novos desafios daqui para frente? Resposta: A experiência de vinte anos na Magistratura, somada à experiência como advogado e defensor público antes, faz com que acredite ser possível atender aos anseios dos jurisdicionados na compreensão de um estado social, onde os valores jurídicos devam prevalecer sempre, nomeadamente, a dignidade da pessoa humana, hoje, um dos fundamentos da República, conforme nossa Constituição Federal. Estar consciente da sociedade pluralista é o grande desafio da Magistratura. 6) E a carreira na docência? O senhor pretende continuar? É uma paixão na sua vida? Resposta: É um compromisso social que tenho. O conhecimento adquirido e não transmitido serve apenas às vaidades pessoais, para usar as idéias de Confucio. Minha atividade docente atualmente é a continuação de experiência como professor da UNESPA, nos idos de 1989, como forma efetiva de um solidarismo social na educação. Leciono as disciplinas de introdução ao estudo do direito e direito constitucional. 7) Que conselhos o senhor daria para os estudantes de Direito da UNAMA que ainda têm um longo caminho pela frente? Resposta: Sempre digo que para se conseguir algo na vida de forma sólida e segura deve-se fazer três coisas: estudar, estudar e estudar. O estudante de Direito deve compreender que sua habilitação profissional é de intérprete e não compilador de decisões de Tribunais.
Alcir Gursen De Miranda
Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de Roraima
(Fonte: http://www.unama.br/aaaun/ilustres/ilustre.jsp?id=203).


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