Caboco Marajoara

quarta-feira, novembro 25, 2009

Magistratura

Magistratura pede socorro

Eliana Calmon*


Para a magistratura de carreira, o órgão maior do Poder Judiciário é o Superior Tribunal de Justiça. De formação eclética, dos 33 integrantes, 22 são de carreira e onze escolhidos dentre membros do Ministério Público e Advogados.

Às vagas da magistratura concorrem desembargadores federais ou estaduais, e para as vagas do Ministério Público e dos Advogados concorrem os seus representantes com mais de dez anos de atividade. As categorias têm formação distinta, e, na composição das turmas de julgamento, tem-se a preocupação de mesclar a formação, de modo a se manter equilíbrio.

Quando da elaboração da Constituição de 1988, pretendeu-se estabelecer, regra que consagrasse o equilíbrio, a exemplo da formação do Tribunal Superior do Trabalho; na escolha dos ministros daquela Corte, observa-se a origem dos magistrados.

Seja por atrofia política, seja por falta do necessário empenho dos órgãos representativos, o certo é que deixou de constar no texto constitucional a observância da gênese dos magistrados na composição do STJ.

A falta de texto escrito tem ensejado grave distorção na formação do "Tribunal da Cidadania". Como dos tribunais de justiça e dos tribunais federais participam representantes do quinto, a não observância da origem tem ensejado acesso desses ao STJ, concorrendo nas vagas dos desembargadores de carreira, porque, a partir da nomeação, estão aptos a alcançarem o tribunal superior, sem interstício algum. A prática desequilibra a formação eclética da Corte, porque esses magistrados, com os representantes da sua categoria, passam a figurar em número que tende a superar os magistrados de carreira.

No passado, a escolha dos desembargadores para comporem as listas de escolha ao STJ dava-se entre os que tinham realce na Corte, identificados como vocacionados, e para os desembargadores do quinto, o tempo era de, no mínimo, dez anos no tribunal.

Nos últimos anos, as escolhas passaram a obedecer a critérios outros, de tal forma que advogados recém chegados aos tribunais, com um ou dois anos de magistratura, passaram a concorrer às vagas do STJ, disputando com desembargadores com mais de vinte ou trinta anos de magistratura.

Além da quebra de paridade, a prática é de flagrante injustiça para com a magistratura, cujos integrantes a escolheram em tenra idade, prepararam-se, após se submeterem a concurso, viverem em longínquas cidades, padecerem com as dificuldades de escolha até ascenderem aos tribunais e, quando podem almejar o coroamento da carreira, enfrentam como concorrentes os colegas do quinto constitucional recém chegados — se juízes de carreira fossem, não estariam aptos a disputar sequer vaga nos tribunais inferiores.

A face mais perversa da disfunção aqui registrada está nas poucas chances de um magistrado de carreira, dentro do STJ, exercer as funções de direção da magistratura. Raros são os juízes de carreira que, como ministros, chegam à presidência, vice-presidência e corregedoria, entre outras funções exercidas pelos ministros mais antigos.

Os magistrados de carreira chegam ao STJ com bem mais idade do que os seus colegas do quinto, e, antes de chegarem à antiguidade necessária às funções de direção, são alcançados pela aposentadoria compulsória.

Tenho observado a absurda distorção, lamentando estar a magistratura sendo dirigida e conduzida quase que exclusivamente pelos advogados transformados em juízes pelo mecanismo constitucional do quinto. Tenho me indignado com a omissão dos órgãos representativos da magistratura. São incapazes de encetar uma eficiente defesa institucional em favor da magistratura imparcial e equilibrada.

Até aqui tenho mantido a discrição necessária ao exercício do meu mister, na esperança de ver corrigida a distorção.

Entretanto, chego à conclusão da necessidade de falar para que se possa ver o óbvio: as insensatas e injustas escolhas desestimulam, desprestigiam os juízes de carreira que, céticos quanto ao acesso, vão aos poucos se transformando em modestos servidores, sem a pujança que se espera de um agente político. A disfunção traz prejuízos institucionais irreversíveis, pela inserção de julgadores com pouca vivência e sem formação adequada em um tribunal eminentemente técnico como é o Superior Tribunal de Justiça. Calar fazme parecer covardemente acomodada.

É preciso combater todas as práticas que possam macular a última das trincheiras de cidadania, o Judiciário.

*Eliana Calmon é ministra do STJ

terça-feira, novembro 24, 2009

Caboco intelectual

Notícia
29/09/09

Juiz de Roraima destaca questão fundiária durante visita ao TRT e TJ de Mato Grosso do Sul

Após realizar palestra na Fiems, na manhã desta terça-feira (29/09), em encontro empresarial que debateu a questão fundiária indígena em Mato Grosso do Sul, o juiz Alcir Gursen de Miranda, do Estado de Roraima, cumpriu agenda no TRT (Tribunal Regional do Trabalho) e TJ (Tribunal de Justiça) de Mato Grosso do Sul), acompanhado do coordenador da Assessoria Jurídica do Sistema Fiems, João Campos.


Recebido pelo presidente do TRT, desembargador Ricardo Geraldo Monteiro Zandona, Gursen de Miranda tratou a questão indígena ressaltando o papel do índio como trabalhador rural. “É preciso compreender o índio na sua essência como trabalhador rural e dessa forma ouvir todos os segmentos”, ressaltou na presença dos desembargadores Francisco das Chagas Lima Filho e Marcio Vasques Thibau de Almeida que acompanharam a audiência.

O desembargador Ricardo Zandona destacou que, em razão do Conselho Nacional de Justiça estar trabalhando na questão dos conflitos fundiários e a temática estar diretamente ligada ao desenvolvimento econômico do Estado, é preciso atenção às discussões. “É preciso direcionar a atenção para as questões dos conflitos fundiários sem esquecer as potencialidades econômicas de Mato Grosso do Sul, sendo que a importância da solução está ligada à chegada de novas indústrias e ao perfil do trabalhador”, pontuou.

TJMS

Já no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, Gursen de Miranda, conversou com o desembargador do Comitê de Assuntos Fundiários, desembargador Luiz Tadeu Barbosa Filho, destacando a importância da visita para a troca de experiências. “É uma visita para a interação da magistratura alinhar as idéias e buscar soluções para as questões fundiárias”, disse.

O desembargador Luiz Tadeu Barbosa Filho concordou acrescentando que esse intercâmbio contribui para o desenvolvimento de políticas adequadas para a solução da questão fundiária no Estado. “Essa troca de idéias é importante para a boa atuação do Comitê Agrário no sentido de evitar a tensão social envolvendo índios, ou mesmo quilombolas ou sem-terra”, pontuou acrescentando que, por causa da experiência, o juiz Alcir Gursen de Miranda, que é estudioso do assunto e acompanhou de perto os desdobramentos do caso Raposa Serra do Sol, firmou o compromisso de auxiliar nestas questões.

Durante as duas visitas, o juiz Alcir Gursen de Miranda entregou exemplares do livro “Amazônia 1.616”, de sua autoria. “É uma obra que chama a atenção para as questões da Amazônia, e faz uma referência ao ano de 1.616 que é um marco temporal”, afirmou.

(Fonte: Federação da Indústria do Mato Grosso do Sul)

Cacoco sabido

Indústria e Comércio - 30/09/2009 - 09h05
Fiems mobiliza industriais e produtores rurais para debater questão fundiária indígena


Por Redação Pantanal News/Daniel Pedra



O encontro contou com a presença do juiz Alcir Gursen de Miranda, do Estado de Roraima, que destacou a importância de se tratar do assunto sem envolvimento emocional

A Fiems realizou na manhã desta terça-feira (29/09), no 6º andar do Edifício Casa da Indústria, em Campo Grande, encontro empresarial para debater a questão fundiária indígena em Mato Grosso do Sul com o juiz Alcir Gursen de Miranda, do Estado de Roraima, que é estudioso do assunto e acompanhou de perto os desdobramentos do caso Raposa Serra do Sol.

Segundo Gursen de Miranda, o desafio é justamente trazer o debate para o campo científico, considerando os aspectos jurídicos e antropológicos. “As pessoas estão envolvidas emocionalmente com a questão. É preciso que tenhamos entendimento dos aspectos jurídicos, considerando que os índios têm direitos consagrados pela Constituição, mas refletir sobre até onde vão esses direitos”, ressaltou.



Ele reforça que é preciso definir alguns parâmetros com base na orientação legal da questão fundiária. “Temos de discutir vários aspectos dessa disputa de terra e analisar também a questão da ocupação dos não-índios para que não sejam cometidas injustiças”, disse o magistrado, que foi coordenador do grupo técnico especializado de estudos das áreas indígenas de Roraima.



O juiz também participou ativamente dos estudos que subsidiaram a decisão na questão Raposa Serra do Sol. “Eu desenvolvo pesquisa sobre a questão indígena desde 1992, quando formei grupo de estudo na Universidade Federal de Roraima”, informou o magistrado, que tem publicado as obras “Perfil Territorial do Estado de Roraima”, “Área Indígena Raposa Serra do Sol”, “O Direito e o Índio” e “Amazônia 1616 – Globalização Econômica e Cultural”.

Para o presidente em exercício da Fiems, Alonso do Nascimento, a entidade acompanha os conflitos agrários com muita atenção e preocupação. “Nós realizamos um trabalho forte para implantação de novas indústrias e a nossa preocupação é que esses conflitos agrários, principalmente os que envolve os indígenas, atrapalhem a vinda de novos empreendimentos para Mato Grosso do Sul”, declarou.

O deputado estadual Paulo Corrêa também reforçou a relevância da reunião da manhã desta terça-feira por acreditar que as disputas por terras já são impedimentos à atração de novas indústrias. “Isso já está acontecendo, é uma realidade. Por isso, encabeçamos essa missão de discutir esse tema já muito debatido nos últimos 30 anos em Roraima para que possamos evitar que Mato Grosso do Sul sofra a perda de terra ocorrida naquele Estado”, disse, completando que, do ponto de vista de aprendizado, a reunião foi muito importante para pensar sobre como agir de forma técnica e não emocional.

As ações que visem esclarecer as questões jurídicas são apontadas pela Famasul como fundamentais para a evolução do processo. “O produtor rural precisa ter conhecimento jurídico e participar dos debates sobre o tema”, disse Dácio Queiroz da Silva, primeiro-secretário da Famasul. Essa também é a opinião do presidente da OAB/MS (Ordem dos Advogados do Brasil de Mato Grosso do Sul), Fábio Trad, que também participou da reunião. “Iniciativas como essa incrementam o debate legítimo sobre o tema e criam um canal de interlocução com o judiciário. O que a classe produtora está pleiteando é legítimo e a sociedade precisa conhecer o assunto e se organizar mais”, reforçou.

Para o coordenador da Assessoria Jurídica do Sistema Fiems, João Campos, a presença do juiz Alcir Gursen de Miranda cumpriu o que se propôs. “É preciso estender o debate sobre a questão fundiária indígena e ninguém melhor que o Gursen de Miranda para fazer isso, já que participou dos estudos da Raposa Serra do Sol, essa experiência dele nos ajuda a entender melhor o processo porque o que aconteceu por lá pode acabar acontecendo aqui”, analisou.



(Fonte: Portal Pantanal News)

sexta-feira, novembro 20, 2009

Caboco acadêmico - ambiental

Coluna Social

Foto
O ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal, ladeado pelo juiz Gursen De Miranda e pelo desembargador do Amapá, Gilberto Pinheiro


Ambiental

*O juiz Gursen De Miranda foi eleito diretor cultural da Academia Internacional de Letras Ambientais, criada por ocasião do Congresso Internacional de Direito Ambiental, em comemoração ao Ano da França no Brasil.
*O evento aconteceu recentemente em Macapá, onde o magistrado proferiu a conferência “A biodiversidade e a pessoa humana na Amazônia”.

(Fonte: http://www.folhabv.com.br/fbv/Editorias.php?Col=7).

quinta-feira, novembro 05, 2009

Slides de I.E.D II

Slides das Ultimas Aulas de Introdução ao estudo do direito

Ato Ilícito
Culpa no Direito
Direito Positivo

Caboco congressista - AP

CONFERENCISTA:

O juiz GURSEN DE MIRANDA participará do Congresso Internacional de Direito Ambiental, em comemoração ao Ano da França no Brasil, em Macapá, durante a conferência A Biodiversidade e a Pessoa Humana na Amazônia, que acontece entre os dias 11 e 15.

(Fonte: Júnior Brasil)
(http://www.fontebrasil.com.br/jb/jb.asp)

Caboco congressista - AP

Bom Dia


...

FRANÇA

O juiz Alcir Gursen De Miranda foi convidado a participar como conferencista do Congresso Internacional de Direito Ambiental, promovido em comemoração ao Ano da França no Brasil, que acontece entre os dias 11 e 15 de novembro, no Amapá.

A conferência ministrada pelo magistrado terá como tema a Biodiversidade e a Pessoa Humana na Amazônia.

(Fonte: Jornal Folha de Boa Vista, de 05 de novembro de 2009 - Parabólica).
(http://www.folhabv.com.br/fbv/Editorias.php?id=4)